|
O
deputado Marcelo Rangel (PPS)
conquistou uma vitória ímpar na sessão de ontem da
Assembléia Legislativa. Ele conseguiu superar o “rolo
compressor” da bancada governista e aprovar em plenário,
por 20 votos a 19, proposta para abertura de uma
Comissão Especial de Investigação.
A
CEI vai investigar os indícios de irregularidades nos
gastos da Secretaria de Estado da Comunicação Social,
nos anos de 2005 e 2006, conforme mostrou relatório
fornecido pelo Tribunal de Contas do Estado, apresentado
por Rangel.
A
CEI será formada por sete deputados, sendo que, a
presidência, deve ficar com Rangel, uma vez que partiu
dele a solicitação. Agora, a Comissão terá o prazo de 60
dias para efetuar o trabalho de investigação e
apresentar um relatório à Mesa Executiva da AL. “Serão
60 dias de muito trabalho e posso garantir que não vai
acabar em pizza”, declarou.
Para isso, os deputados vão contar com auxílio de uma
equipe técnica disponibilizada pela Assembléia, terão o
poder de acesso às notas fiscais de posse do TC e dos
meios de comunicação que prestaram os serviços, e de
convocar funcionários da Secretaria da Comunicação
Social, bem como seu secretário, Airton Pisseti.
No
entanto, contou Rangel que a prioridade no momento é
aglutinar o maior número possível de dados a respeito
dos gastos em publicidade, para depois confrontar
números e informações e, só então, convocar Pisseti para
prestar esclarecimentos. “Queremos nos cercar de dados
sobre as irregularidades e deixar para chamar o
secretário [Pisseti] somente no final do trabalho. Para
que nos explique tudo o que iremos apurar. Agora não é o
melhor momento”, argumentou.
Devolução do dinheiro
De acordo com
o parlamentar pepessista, a intenção da CEI é,
primeiramente, constatar as irregularidades e, caso se
comprovem, pedir o ressarcimento do dinheiro empregado
de forma irregular e a aplicação das sanções cabíveis
aos eventuais culpados. “Se tudo o que está no relatório
do TC for comprovado, e outras denúncias que vamos
apurar, o governador [Requião] terá que tomar uma
atitude drástica, inclusive, exoneração do secretário”,
ressaltou Rangel.
Além da bancada de oposição, que votou pela aprovação da
CEI, Marcelo Rangel destacou a participação de dois de
deputados situacionistas, os peemedebistas Reinhold
Stephanes Junior e Edson Strapasson, que é
vice-presidente da Comissão de Comunicação. Rangel
destacou que o líder do governo na Assembléia, Luiz
Cláudio Romanelli (PMDB) conseguiu apoio para derrubar
todos os outros requerimentos com interesse contrário ao
do governo, mas com o auxílio dos dois peemedebistas foi
possível ver aprovada a abertura da CEI. “Os dois
deputados da situação foram coerentes e agiram pensando
na população que os elegeram, e não somente em defender
o governo”, concluiu.
|