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“Estamos
muito satisfeitos com Carambeí. O que vimos
superou nossas expectativas”. A declaração é
da coordenadora geral de Gestão de
Condicionalidades do Programa Bolsa Família
(PBF), do Ministério do Desenvolvimento
Social (MDS) e Combate à Fome, Cláudia
Baddini Curralero.
Ela esteve
nesta quarta-feira (12) na cidade para
conhecer de perto o programa Ações
Complementares ao PBF, desenvolvido pela
Prefeitura. O projeto concorre com outros
29, em nível nacional, ao 2º Prêmio Práticas
Inovadoras na Gestão do PBF.
Cláudia
disse que ficou “surpresa” com ações e a
sinergia das pessoas envolvidas. Além disso,
já percebeu que as práticas estão dando
resultado. A coordenadora veio acompanhada
da técnica Juliana Picoli e do fotógrafo
Daniel Lacerda.
Segundo ela,
todos os municípios finalistas estão sendo
visitados por equipes do MDS. A averiguação
nos locais começou há três semanas com dois
objetivos. O primeiro, explicou Cláudia, é
checar se as informações que chegaram ao
Ministério referente aos projetos inscritos
condizem com a realidade.
O segundo é
descobrir inovações e levá-las como sugestão
a lugares com o mesmo perfil, isto é,
disseminar as ações que estão dando certo.
Atividades
Pela manhã, a equipe do MDS se reuniu com o
prefeito Osmar Rickli e a secretária de
Assistência Social, Arina Kuippers Aardoom,
para juntos assistirem à apresentação
detalhada do programa, que é desenvolvido
pelo diretor de Promoção Social e gestor do
Bolsa Família e Cadastro Único, Marcos
Alves, em parceria com Angelo Carneiro Luz,
da Secretaria de Educação. Depois, todos
foram à Casa Padre Theodorus, onde
assistiram demonstração de caratê, cujas
aulas visam atender crianças beneficiadas
com o Bolsa Família.
Após o
almoço, o grupo presenciou aula de tênis no
Clube Social e conversou com moradores
atendidos pelo programa nas localidades de
Lajeado e Vila Esperança. Também assistiram
à Fanfarra da Escola Tônia Harms e aula de
violino.
Exemplo
José Pereira dos Santos, 31 anos, é um dos
mais assíduos freqüentadores das reuniões do
Bolsa Família e cursos de capacitação. Ele
foi um dos entrevistados pela equipe. José
contou que aprendeu a fazer pastéis no curso
de salgados e, agora, fabrica-os para
vender. Separado e pai de duas crianças, de
10 e 11 anos, ele recebe R$ 93 de benefício,
mas espera um dia ter condições de sustentar
a família sem precisar do auxílio.
“Com esse
dinheiro compro roupas, coisas para casa,
material escolar”, disse o morador do
Lajeado.
Na Vila
Esperança, o grupo visitou a casa de Nadir
Ferreira, 47, divorciada. Ela tem oito
filhos, mas quatro já estão casados. Ele
garantiu que o dinheiro do programa vale a
pena para seu sustento.
Tudo foi
registrado pelas lentes do fotógrafo e
relatado, pois a avaliação da visita é um
dos critérios para escolher os melhores
projetos. A premiação acontecerá nos dias 24
e 25, em Brasília, e terá a presença do
presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
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