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Atualização: 20:36h
(14/04)
PÂNICO, LENTIDÃO E REPASSES
Fugindo ao figurino do político
tradicional, no quesito pontualidade, o
presidente Lula desembarcou no aeroporto
de Telêmaco Borba, nesta terça-feira,
exatamente no horário agendado pelo
cerimonial, 10 horas da manhã. Antes disso
fizera, com o “Sucatão”, e não com
o AeroLula, que é utilizado em
viagens internacionais, um sobrevôo da
área florestal da Klabin.
A bordo, sentado à sua frente estava o
governador em exercício Orlando Pessuti,
que, no dia anterior fora recebido em
audiência em palácio
O que foi dito por eles teve como
testemunhas os deputados Ricardo Barros,
PP, e André Vargas, do PT, bem como o
ministro Paulo Bernardo, do Planejamento.
Aliás, coube a Bernardo pavimentar esse
encontro de Pessuti com Lula, até como
forma de deixar alinhavado uma eventual
aliança com o PMDB para as eleições do ano
que vem. Paulo Bernardo não tem essa mesma
afinidade com o governador Roberto
Requião, de quem já andou divergindo.
No último final de semana, no Litoral do
Paraná, o casal Orlando e Regina Pessuti,
recebera no apartamento que mantém nos
Mares do Sul, o casal Paulo Bernardo e
Gleisy Hoffmann.
O presidente Lula fez um discurso de cerca
de 40 minutos e aí pontuou que, “50 por
cento da crise no Brasil é reflexo de
pânico e não condiz com a realidade, pois
o país vive momento de estabilidade e
credibilidade política”, ecoou, ante os
olhares e ouvidos atentos de alguns dos
principais representantes do PIB nacional,
do clã dos Klabin, Lafer e Piva, além de
empresários como Rocha Loures, presidente
da Federação das Indústrias do Estado do
Paraná.
Loures, a propósito, destacou a relevância
do setor de papel e celulose para a
economia estadual e a capacidade do
segmento de enfrentar desafios impostos
pela conjuntura econômica. “Hoje o setor
é um dos mais afetados pela crise mundial,
mas está estruturado, é competitivo e já
demonstrou seu potencial de superação em
outras situações”, vocalizou.
Sobre a Klabin do Paraná : “Esta indústria
é um exemplo do poder empreendedor”.
O presidente Lula reclama da lentidão
do governo, apontando que nunca o Brasil
foi tão respeitado lá fora, mas se queixou
da lentidão da máquina pública: “Se você
está na iniciativa privada, demite quando
considera que é o momento. No governo,
para mandar embora alguém do segundo
escalão, por exemplo, tem que tomar
cuidado para não ser chamado para uma
CPI”.
Lula reservou duas boas notícias, ambas na
área municipalista: a primeira delas
garantindo que o governo vai manter os
repasses aos municípios no mesmo patamar
do ano passado. A segunda notícia é mais
ampla pois,o governo diz que todas as
cidades poderão aderir ao programa de
habitação, “Minha Casa, Minha Vida”.
Nenhum prefeito receberá neste ano menos
recursos do que recebeu no ano passado do
FPM – Fundo de Participação dos
Municípios. O governo anunciou um reforço
de até 1 bilhão de reais para compensar as
perdas nos repasses do FPM.
De outra parte, o presidente Lula disse
que, “todos os prefeitos, empresas e
sindicatos que tiverem bons projetos não
deixarão de ser atendidos. O que queremos
é construir um milhão de casas”.
Mais tarde, o ministro Paulo Bernardo, do
Planejamento, contaria que o valor
estimado para a implantação desse programa
chega a 60 bilhões de reais. Do total, 34
bilhões são subsidiados, com 20 bilhões e
meio da União e 7 bilhões e meio do Fundo
de Garantia por Tempo de Serviço.
O “Minha Casa, Minha Vida” compreende os
programas Nacional de Habitação Urbana e
Habitação Rural. |
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LUTO
O deputado Jocelito Canto
perdeu, nesta segunda-feira, um de seus mais fiéis colaboradores, o
experiente Mário Mendes, que sucumbiu a um Acidente Vascular Cerebral.
A notícia ganhou as ruas na manhã desta segunda-feira, o que foi
suficiente para ativar uma corrente de orações pelo restabelecimento
de Mário Mendes.
No meio da tarde, porém, Mário Mendes foi dado como morto. A família,
de acordo com um amigo, de nome Jackson Almeida, fez a opção pela
doação dos órgãos do Mário Mendes. |