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Rita Vaz |
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Abaixo a
Violência
Que me
desculpem os fãs, mas eu não consigo assistir a nem uma luta,
na qual os adversários se arrebentam (literalmente) em nome do
esporte.
O UFC
tornou ainda mais popular as artes marciais. Nele, elas são
mistas e lutadores das mais diversas áreas como jiu-jítsu,
boxe, caratê, luta livre entre outras são praticadas no
octógono e enfrentadas entre si.
Cada vez
mais populares, as lutas levam centenas de pessoas aos
estádios, e milhares delas em frente aos aparelhos de
televisão só para ver dois homens se digladiando.
E vamos
combinar, que essa palavra “digladiando” cai como uma luva ao
evento.
Quando as
lutas são transmitidas, são mostrados também os espectadores,
que mais lembram os antigos romanos que ficavam na platéia do
coliseu assistindo ao bárbaro espetáculo no qual os
gladiadores lutavam entre si, só que naquela época por suas
vidas.
As pessoas
de hoje lembram a mesma plasticidade das de antigamente,
quando pediam por sangue e exigiam que o vencedor findasse com
a vida do perdedor.
Hoje não
chegamos a isso, mas a semelhança deve ser muito grande.
Já
conversei com várias pessoas sobre isso, e as opiniões
divergem, alguns têm a opinião parecida com a minha, outros
tantos não.
Esses
compartilham a idéia do esporte em si, no qual as pessoas
envolvidas estão ali, porque acreditam na prática que
desenvolvem.
Opiniões à
parte, fico pensando se esse tipo de entretenimento ou esporte
é capaz de inspirar a violência nas pessoas.
Novamente
os pareceres serão divergentes.
O esporte
possui regras rigorosas, juízes competentes e atletas que se
respeitam.
Mas, no
final das contas, aquelas pessoas com sangue no rosto, olho
inchado e o vencedor “pendurado” na parede do octógono
gritando sua vitória me deixa dúvidas.
A única
certeza que tenho é que sou contra a violência.
Um mundo
mais pacífico, é disso que precisamos. |