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  Ponta Grossa - Paraná -  
 
Curso de Medicina: Um
sonho de mais de 30 anos

No dia 6 de abril de 2001, o deputado Plauto Miró Guimarães Filho (PFL) anunciou a criação do Curso de Medicina na Universidade Estadual de Ponta Grossa. Na época o Jornal DIÁRIO DA MANHÃ noticiou o fato, em manchete, relatando que o anúncio foi feito logo depois de reunião que o deputado manteve, na Casa Civil (Governo de Jaime Lerner), com o chefe da Pasta, Alceni Guerra, e com o reitor da UEPG, Roberto Frederico Merhy.

Lembrou o jornal que a implantação daquele curso vinha sendo buscada desde 1968. Plauto afirmou que a conquista foi uma das principais da história da cidade. “A população ganha, a cidade ganha e os demais cursos na área da Saúde também, por que terão uma estrutura melhor”, comemorou o deputado. Fora apresentado ao governo um levantamento de custo estimado, para implantação do primeiro ano do curso, calculado em quase 12 milhões de reais, a serem gastos com pessoal, equipamentos e laboratórios, não incluído o Hospital Universitário. E foi anunciado que Lerner estaria, três dias depois, a assinatura do termo de implantação. Isto permitiu a programação do primeiro vestibular para Medicina já em 2002, para o início das aulas no ano seguinte.

Ao mesmo tempo em que anunciava o Curso de Medicina, o deputado Plauto informava que o governo estaria liberando os 12 milhões necessários ao primeiro ano da faculdade, para a montagem da estrutura.

Copel
Plauto Filho retomou o pedido em favor da Universidade no momento em que o governo Lerner buscava a aprovação, pela Assembléia Legislativa, da proposta de venda, pelo governo, das ações da Copel. O voto de Plauto já estava definido, pois, líder do PFL, fazia parte da bancada governista. Mesmo assim, reivindicou, por conta daquela posição, benefícios para Ponta Grossa e os Campos Gerais. Entre eles, o mais significativo, o Curso de Medicina.

”Atendendo aos anseios da sociedade dos Campos Gerais, que utiliza-se de sua cidade pólo – Ponta Grossa -, no que ela oferece como centro de formação cultural/profissional e, ainda, à necessidade de viabilizar a ampliação da formação de nível universitário especializado, especificamente na are a de Ciências Biológicas, declaro minha autorização para que a Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia, promova as gestões necessárias de estudos e apoio à implantação do Curso de Medicina na Universidade Estadual de Ponta Grossa – UEPG.
Curitiba, 9 de abril de 2001.
Jaime Lerner
Governador do Estado.

Assinatura
Com efeito, no dia 9 de abril de 2001, no Palácio Iguaçu, em solenidade, com as presenças doi secretário da Ciência, Tcnologia e Ensino Superior, Ramiro Wahrhaftig, de Plauto Filho, do refeito Péricles de Mello, o reitor Merhy e o presidente da Associação dos Municípios dos Campos Gerais, Reinaldo Cardoso (prefeito de Castro), o vice-prefeito Ricardo Mussi, o presidente da Associação Comercial, Douglas Fonseca, e de vereadores, o governador Jaime Lerner assinou um despacho governamental autorizando a criação do Curso de Medicina da UEPG.
 

Entusiasmo
No dia 14, o reitor Merhy, demonstrava o entusiasmo da UEPG pela conquista de Medicina, quando anunciou, ao mesmo jornal, a criação de uma comissão especial para a elaboração do projeto técnico do curso. Ele informou que todo o trabalho seria no sentido de garantir a realização do primeiro vestibular em julho de 2002, para as primeiras quarenta vagas. Ao mesmo tempo, deixou claro que Medicina não viria para prejudicar os demais

Com Requião eleito, deputado
temia pelo futuro de Medicina

As pesquisas e o próprio andamento da campanha eleitoral de 2002 apontavam para uma vitória de Roberto Requião, no segundo turno, à sucessão do governador Jaime Lerner. Seu adversário, Álvaro Dias, havia prometido dar continuidade ao projeto do Curso de Medicina da Universidade Estadual de Ponta Grossa. O deputado Plauto Miró Guimarães Filho já demonstrava, com palavras e atitudes, sua preocupação com a continuidade do curso, no governo que se instalaria. Quando, já eleito, Requião trabalhava a montagem de sua bancada de sustentação na Assembléia Legislativa, pessoas de seu grupo mantinham contatos, inclusive com o próprio Plauto.
Condição
Até então, a preocupação do deputado do PFL não era exatamente com a possibilidade do fechamento do curso, considerado “um fato consumado”. Mas, com a continuidade dos investimentos necessários à estrutura, pois, o que existia eram as condições para o funcionamento do primeiro ano do curso, além das previsões orçamentárias para 2003, e um plano de investimentos para os anos seguintes.
Plauto admitiu a possibilidade de, mesmo que seus dois candidatos ao governo, Beto Richa no primeiro turno, e Álvaro, no segundo, terem perdido a eleição, somar-se à futura bancada governista e sustentar, na Assembléia, os projetos de iniciativa do Executivo, de interesse do Paraná. Mas, para isto, apresentou reivindicações em favor de Ponta Grossa e dos Campos Gerais, a serem atendidas no decorrer do governo. Entre elas, a consolidação do Curso de Medicina da UEPG.
Não houve entendimento entre Plauto, o PFL e o futuro governo. Quem, do lado de Requião, tentou conquistar tal apoio, não imaginava que o governador eleito escolheria como seu principal adversário o deputado pefelista de Ponta Grossa. Requião daria, depois, várias demonstrações da opção que fez.

cursos da área de Saúde, ao contrário, estes seriam beneficiados, pois Medicina traria recursos para laboratórios e toda a estrutura para o setor.

Lerner
Quem aposta contra, vai perder,de novo”, pronunciou o governador Jaime Lerner, no dia 24 de abril de 2001, em discurso que fez na solenidade de inauguração da Masisa, em Ponta Grossa. E reforçou: “Temos uma posição de sempre honrar os nossos compromissos, e vamos fazer isto. O Curso de Medicina é fundamental para Ponta Grossa e para o Paraná”.

Começo do fim
2002 –
Transcorria a campanha eleitoral e, findo o primeiro turno, disputavam o Palácio Iguaçu os senadores Álvaro Dias e Roberto Requião. Plauto Miró Guimarães Filho, que apoiou, no turno inicial, a candidatura do tucano Beto Richa, subiu ao palanque de Álvaro, no qual já se encontrava, desde o início, o deputado Jocelito Canto.

Também em 2002, como fora anunciado, aconteceram as duas etapas do Vestibular da UEPG para 2003, os vestibulares de Inverno e Verão, com a inclusão do Curso de Medicina. E os primeiros 40 acadêmicos iniciaram suas aulas. Um sonho que se realizava para aqueles estudantes, para uma cidade e uma grande região.


 

 

 


Três anos
sem Medicina

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