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  Ponta Grossa - Paraná -  
 

(Foto extraída do Jornal Diário da Manhã)
Todo dia 12 é dia de Luto; Todo dia 12 é dia de Luta. O Movimento Pró-Medicina, diante de varias derrotas na busca da reabertura do Curso de Medicina da UEPG, começou, no dia 12 junho, a colocar em prática a decisão tomada em reunião, dias antes, de promover uma manifestação a cada dia 12, para manter viva na memória da população de Ponta Grossa e dos Campos Gerais, a atitude do governador Roberto Requião, no decreto que assinou em maio, suspendendo o curso e prejudicando os 40 acadêmicos, os pais dos alunos, e, principalmente, a população ponta-grossense, que teria, em pouco tempo, os benefícios, na melhoria do atendimento à Saúde. Isto ocorreria, segundo o reitor Paulo Roberto Godoy, já no primeiro ano do curso, através do Programa Saúde da Família, com os futuros médicos atuando, sob orientação dos mestres, no Pronto Socorro, Hospital da Criança, postos de saúde e mesmo em residências.

E assim, aconteceu, pelo menos até que o movimento completou seu primeiro ano, em maio de 2004. Depois, o movimento enfraqueceu, mas, por falta de entusiasmo das entidades que dele fizeram parte, no início da reação.

Primeiro mês
Cerca de cem pessoas estiveram, naquele 12 de junho, coincidentemente Dia dos Namorados, participando de um ato do Pró Medicina no Trevo Vendrami (foto acima), fechando o tráfego de veículos onde se encontram a BR-376 e a PR-151. Mais uma manifestação organizada, de respeito aos motoristas, que foi realizada de forma alternada, ora interrompendo o tráfego em uma rodovia, ora, em outra, 15 minutos cada. Esse respeito motivou a solidariedade e mesmo a adesão dos motoristas. E não foi apenas pelas manifestações através de aplausos, buzinas e acenos. Até mesmo com alguns acompanhantes de motoristas auxiliando na distribuição de panfletos e rosas. Sim, o movimento teve o cuidado de distribuir milhares de rosas, pelo Dia dos Namorados. Sinal evidente que o que fez o governador Roberto Requião contra Ponta Grossa e região, ganhou repercussão em todo o Estado, e mesmo fora dele.

Segundo mês
(Foto extraída do jornal Diário da Manhã)
Em 12 de julho, o Movimento Pró-Medicina realizou nova manifestação, desta vez exibindo faixas na Avenida Vicente Machado, na “esquina do Correio”, a mais movimentada da cidade. Outra manifestação pacífica e ordeira. Mas, com frases mais agressivas, como “Requião, construa, não destrua” e “Requião, loucura tem cura”. Isto demonstrava que já não existia muita esperança de ver reaberto o Curso de Medicina da UEPG, mas, a vontade de mostrar a insatisfação e a revolta pela atitude do governador. E, não apenas a de ter fechado o curso, mas, também, pelas declarações ofensivas que ele vinha dando, sempre que alguém tocava no assunto. O desrespeito para com a cidade foi além do decreto.

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Três anos
sem Medicina

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Todo dia 12

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