Ponta Grossa - Paraná
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Cidade de Vila Velha
 Ponta Grossa,quarta-feira 20 de abril de 2010






 


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Encerrada a sessão ordinária da Câmara Municipal, nesta segunda-feira, o presidente da Casa (em exercício), Alessandro Lozza de Moraes, reuniu em seu gabinete boa parte dos vereadores, a portas fechadas. “hermeticamente fechadas”, vamos exagerar. Quem quis entrar para fazer o registro, inclusive gente da Casa, foi impedido e nem mesmo fotógrafos puderam registrar o momento.

A explicação foi de que se tratava de “uma conversa informal”. Pois então! Pelo menos dois assuntos foram tratados, conforme revelam os jornais, e o repórter Johnny Soares registra também em seu blog. O novo projeto do Executivo, para encampação do Mercado Municipal, o feio, mas simpático “Mercadão”, e o “repasse” de 11 veículos que prestavam serviços ao Legislativo, com os respectivos motoristas ao Poder Executivo.

Quanto ao Mercado, no final de março a Câmara recebeu nova proposta do prefeito Pedro Wosgrau Filho, para a encampação, assunto que já gerou polêmica demais, teimosias, reuniões, comissão especial, e até discursos anunciando modificações no primeiro projeto, de dezembro de 2007, como se fosse forma definitiva, mas, que recebeu veto do prefeito. Veto mantido pelos vereadores, sob a expectativa de uma nova proposta de Wosgrau, que viesse a contemplar pelo menos parte das emendas aprovadas.

O veto foi mantido no dia 15 de março deste ano e, dez dias depois, era protocolado o novo projeto, não muito diferente do projeto original anterior.

O texto apenas autoriza a encampação do Mercadão pelo Município e diz que o Executivo utilizará os mecanismos jurídicos necessários, tanto na esfera administrativa, quanto na judicial, inclusive no que se refere ao subconcessionários. Finalmente, que a encampação será efetuada mediante prévia indenização “e conforme laudo de avaliação produzido por engenheiro do Poder Executivo”.

Quase que um recado do prefeito, tipo “ou fazemos assim, ou não fazemos”! E seria esta a preocupação de Alessandro Moraes ao discutir o assunto com os demais vereadores na reunião “hermética”.

Daí o pedido para a agilização do processo, por parte das comissões permanentes, na elaboração dos pareceres e a votação o quanto antes. Quem é a favor que se manifeste em plenário; quem é contra, que rejeite, como já deveria ter sido feito quando da primeira proposta. E não teria havido todo aquele movimento, desgastando a Câmara e os comerciantes do Mercado Municipal.

À alguma manifestação quanto desgaste, ou não do Legislativo, no caso, nos antecipamos: Os vereadores modificaram praticamente todo o projeto do Executivo, o prefeito vetou toda as modificações, e seu veto foi mantido.


Sobre os carros “da Câmara”, a reclamação de alguns vereadores, pelo que lemos, seria porque o presidente Alessandro teria tomado a decisão de “repassar” os veículos à Prefeitura “de forma unilateral”. Nem caberia essa definição, porque Lozza de Moraes não o fez “unilateralmente”, mas em acordo com o chefe do Executivo. Estas são as partes.

Os vereadores que reclamam afirmam que deveriam ter sido consultados ou, pelo menos, os demais membros da Mesa Executiva. Das manifestações que o Johnny revelou em seu blog, nos chamou mais atenção a do vereador Alysson Zampieri: ““O presidente tem autonomia e autoridade para tomar esta decisão. Principalmente porque foi uma decisão correta, que tem o meu apoio. É claro que uma conversa não faria mal, mas como presidente ele precisa assumir uma posição de líder. E ele tomou esta decisão, manteve e não cedeu à pressão”, teria dito Zampieri.

Da mesma forma, teria se manifestado Edilson Fogaça de Almeida: “É uma atribuição que compete ao presidente, segundo o Regimento Interno da Câmara Municipal. Tem o meu irrestrito apoio”.

É bom lembrar que a eleição para a Mesa Executiva não tem chapas, pelo menos formais. Significa que, para cada um dos cargos, existe uma votação. Portanto, o vice-presidente, hoje no exercício da Presidência foi votado, foi eleito, com reais possibilidades de assumir o cargo, até porque teria existido um acordo, quando do processo eleitoral interno, do qual os demais vereadores teriam pleno conhecimento.

É interessante como, quando de algumas decisões administrativas, que competem ao presidente, alguns vereadores, membro da Mesa, ou não, exigem participação ou “consulta”. Mas, quando surgem problemas, a responsabilidade é do presidente.

Ou alguém ouviu, de parte de algum integrante da Mesa, ou ex-integrante, naquele caso do desvio de dinheiro, reclamar: “Por que só citaram presidente e ex-presidentes? Somos todos responsáveis pela administração da Casa!”?


Quem fala sem pensar, acaba falando onde nunca pensou.

E Ponta Grossa virou pauta para o “Top Five da Televisão Brasileira”, no programa CQC – Custe o que Custar, da Rede Bandeirantes de Televisão.

Semana passada, lá estava o apresentador de televisão “Zeca”, da TV Vila Velha, com o “espetáculo" que deu ao responder crítica a seu programa, feita por um universitário.

Na noite desta segunda, foi a vez de outro nome de Ponta Grossa, este bem mais conhecido: Jocelito Canto. Conquistou o 3º lugar. Perdeu para o Zeca, que havia ficado em 2º.

O Programa de humor e de denúncias, mostrou imagens de uma reunião da Comissão de Constituição e Justiça da Assembléia Legislativa, com o deputado ponta-grossense repetindo aquela sua declaração, segundo a qual “todo mundo tem caixa dois”, o que continua lhe rendendo problemas. Declaração que, para muitos, e até mesmo para a Ordem dos Advogados do Brasil, foi entendido como “denúncia” e “confissão”.

E, na madrugada desta terça-feira, a aparição do Jocelito no CQC, como dizem os jovens, já estava "bombando" no twitter.

 



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