Ponta Grossa
Cidade de Vila Velha
Princesa dos Campos Gerais

 


Rua Tiradentes, 853
(Em frente ao Sepam Vestibulares)
Fone: (42) 3224-2634

 

 

Leitor comenta

Que beleza, quando uma obra é ridícula tem que se fazer isso
mesmo. Tomara que não façam
outra coisa mais ridícula ainda. Vamos esperar pra ver.
Marcos Rodinei
-
A praça é do Cocozão e lá alguém chora... Na praça do Cocozão, a herança é o nome que fica.
Cocozão, vá em paz. Lembraremos de ti por muitos e muitos anos ainda.
Cada vez que alguém passar por onde te situavas lembrará "ali ficava o cocozão"... Lembraremos de ti no google, da tua presença no Programa do Jô e no banheiro, por quê não ?
- Cocozao !!!
Estará para sempre na lembrança deste povo que de arte não entende nada e vive a se queixar, lembraremos de ti na fala mansa de quem te trouxe e no choro dos reais jogados no lixo do descaso.
Adeus cocozão !!!
João
.
-
Cocozão, adeus!
Que vá direto pelo ralo!
E não volte mais!
Sucesso à Ponta Grossa!
Fabiana
-
"Manda quem pode e obedece quem tem juizo".
Requião mandou, Wosgrau teve juizo e Péricles ficou aliviado; para o último, 80 mil rais é dinheirinho de troco.
É 2010 que se aproxima!!! Só o simplismo não deixa-nos enxergar.
Curiosidade
O projeto do conhecido 'OLHO' -  Museu Oscar Niemeyer foi também inspirado nas  araucárias paranaenses e não se imagina mandar pelos ares.
Sugestão
Pedir ao Requião o que ele acha e sobretudo, se ele autori$a convidar  Niemeyer para elaborar o próximo Projeto do Monumento aos Campos Gerais, quem sabe todos os ponta-grossenses poderão apreciar?
Ou simplesmente, sejam plantadas flores; fica bonito e barato. Afinal, flores não geram polêmicas.
Agradeço a oportunidade de expressar que, enquanto munícipes e financiadores de obras públicas, não fomos consultados para edificar nem tampouco para demolir o Monumento. E se a moda pega? As edificações que parecem com isto ou aquilo, todas serão demolidas? Até quando a população pagará o preço da vulnerabilidade e insegurança dos gestores públicos?
Profª Maria Vilma
Rodrigues
Nadal
Mestre em Educação - UFPR
Drª em Estruturas Ambientais Urbanas -FAU-USP

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ponta Grossa, sábado 21 de fevereiro de 2009

Adeus, Cocozão!

Prefeito Wosgrau manda
retirar "obra" petista que
envergonhou a cidade

O prefeito Pedro Wosgrau Filho acaba de prestar um grande serviço a Ponta Grossa, aos ponta-grossenses e à comunidade dos Campos Gerais.
E, claro, à comunidade universitária da UEPG. A pedido do governador Roberto Requião, com a concordância do deputado e ex-prefeito Péricles de Mello, autor da "obra", nesta sexta-feira, Pedro mandou derrubar o "Monumento aos Campos Gerais", que a cidade denominou de "o Cocozão", pela forma ridícula com que foi projetado, e que, há anos envergonha Ponta Grossa.

O Monumento foi instalado justamente em frente ao campus de Uvaranas da Universidade Estadual de Ponta Grossa, servindo de piada e constrangimento para os universitários ponta-grossenses.
Ele aparece em centenas de sites nacionais e internacionais. Para o lugar do "Cocozão" será feito um projeto de paisagismo.

Recuperando
No dia 11 de maio de 2007, o Plantão da Cidade publicou um especial, na Coluna Por Dentro, revelando que o então vereador Francisco Valentim Filho, o “Baixinho” estava por apresentar uma Moção de Apelo ao prefeito Pedro Wosgrau Filho, solicitando a derrubada do Monumento aos Campos Gerais, idealizado e instalado em frente ao Campus de Uvaranas da UEPG. Evidentemente, o tema se tornou polêmico.

Na época, comentamos que programas humorísticos de televisão, matérias em jornais, um incontável número de páginas na Internet, blogs, comunidades no orkut, e uma série de piadas vinham fazendo com que o chamado “Monumento aos Campos Gerais”, mais conhecido por “Cocozão”, se constituísse em uma vergonha para os ponta-grossenses.

E que o vereador Francisco Valentim Filho, o “Baixinho” tentava acabar com as chacotas apelando ao prefeito Pedro Wosgrau Filho para que retirasse o tal “monumento” instalado justamente em frente ao Campus da UEPG.

Ele apresentou uma Moção de Apelo, após reunir recortes de jornal e uma série de publicações na Internet para mostrar aos colegas que realmente a cidade tem “passado vergonha”. Ele argumentava: “Ponta Grossa não merece isto!”.

Pressões
Na época, alguns interesses políticos eram contrários à retirada do “Cocozão”. Afinal, era ano pré-eleitoral, e ainda não se sabia quem seria o candidato do PT à Prefeitura e que potencial teria aquele partido. Assim, era interessante que a “marca do PT” lá permanecesse.

Indicação
Curiosamente, o Departamento Jurídico da Câmara Municipal desaconselhou Baixinho de apresentar uma Moção de Apelo, pedindo ao prefeito Wosgrau a demolição do "Cocozão". Ele, no entanto, não desistiu e protocolou uma Indicação ao prefeito. Este, foi o conteúdo da solicitação:

NDICAÇÃO Nº 753/07 – Sugerindo ao Senhor Prefeito, para que determine aos departamentos competentes da municipalidade, providências objetivando a “demolição urgente do monumento aos Campos Gerais, de formato duvidoso, localizado em frente ao Campus Universitário, que ora é utilizado para depreciação da cidade.
Justificativa:
A cidade de Ponta Grossa possui cenários naturais maravilhosos, isto graças à natureza que foi prodigiosa em nossas paisagens de singular beleza. A construção do Monumento aos Campos Gerais, devido a uma falha na execução do projeto, tem causado diversos transtornos até em âmbito internacional visto à denominação pejorativa que lhe foi atribuído. Agora Ponta Grossa esta sendo motivo de chacota, principalmente na Internet, por conta de diferente interpretações do Monumento.
Como o objetivo do monumento não foi atendido se faz necessário a sua demolição, até mesmo para resgatar a imagem marcada nacionalmente da Cidade pela Taça de Vila Velha, a Lagoa Dourada, Chafariz de Uvaranas. Por essas razões, rogamos a compreensão e apoio do Poder Legislativo, nas reivindicações de nossa comunidade, bem como dos demais Nobres Edis para a aprovação da matéria”.

Estudo técnico
Quando a indicação Baixinho entrou em discussão na Câmara Municipal, no dia 15 de maio de 2007, a polêmica. O vereador recuou e retirou a indicação, sob a promessa de que seria realizado um “estudo técnico” que viesse a tornar aquele monumento menos esquisito, ou menos ridículo. Quem prometeu o estudo foi o vereador Delmar Pimentel. Mas, o tal estudo nunca foi feito. No ano passado, o Plantão cobrou de Delmar, mas ele sequer lembrava do assunto.

Não prevaleceram os argumentos de Baixinho, segundo o qual, Ponta Grossa deve ser conhecida como “Capital Cívica do Paraná”, “Cidade Rebelde”, como maior entroncamento rodoferroviário do Sul do País. E como cidade de belíssimos pontos turísticos, como Vila Velha, Lagoa Dourada e Buraco do Padre, entre tantas outras belezas naturais. “Nunca mais como a cidade do cocozão”.

Exame de fezes
Durante as discussões, naquele dia, Delmar Pimentel, concordando que o Monumento aos Campos Gerais não poderia continuar com aquele aspecto de péssimo gosto, ressalvou que, talvez, a idéia do ex-prefeito Péricles de Mello, PT, tivesse sido a de construir uma obra bonita, “marcante para Ponta Grossa”. E que o problema é que o sistema previsto, de jorrar água, não funcionou, porque acabava molhando as pessoas que por lá passavam.

A preocupação de Pimentel era que uma possível demolição do monumento representasse jogar dinheiro, algo em torno de 300 mil reais, “pelo ralo”, pois, a coisa foi construída com o dinheiro dos impostos.

O também ex-vereador George Luiz de Oliveira disse não concordar que fosse feito um estudo técnico do “Cocozão”. Para ele, “fazer uma análise daquilo lá, só ser for feita no Laboratório Oscar Pereira Jr., de análises clínicas, que eles entendem bem do assunto, daquilo que está lá”, falou.

É do PT
A “obra”, que é chamada assim, acompanhada do termo “literalmente”, por muitas pessoas, foi inaugurada no ano de 2004, no governo do estão prefeito Péricles de Holleben Mello, do Partido dos Trabalhadores. E custou aos cofres do município, conforme foi divulgado na época, em torno de 300 mil reais. Aquele monumento foi criado em homenagem aos 300 anos da Região dos Campos Gerais. A idéia, segundo Péricles de Mello, era que o monumento representasse uma a araucária, que é a árvore símbolo do Paraná, formada por uma haste de aço, de oito metros, e uma pedra em resina para lembrar os arenitos de Vila Velha.

Flutuante
Aquilo deveria se mexer. A idéia era essa, um sistema de projeção de água, que deixaria a haste escondida e a tal pedra ali representada, ganharia um efeito de movimento, ou seja, ficaria flutuando.

Melhor que esse sistema não tenha funcionado, pois, flutuando, aquela coisa esquisita se assemelharia ainda mais com o apelido que ganhou.

Por que Cocozão?
É claro que a figura do monumento por si só já explicaria. Mas, alguém deu o apelido. E esse alguém foi o radialista Carlos Alberto Mayer, então apresentador de um programa matinal da Rádio Emissora Santana.

Logo que o monumento tomou forma (aquela forma), a foto foi estampada nos jornais da cidade. Pela manhã, Mayer, impressionado com o que viu, comentou: “O que significa isto?”.

O repórter Paulo Silva, que estava ao seu lado, tentou explicar, fazendo um desenho do monumento e escrevendo a palavra “araucária”, para não deixar dúvidas. Carlos Alberto então reagiu: “Araucária? Pois, para mim, isto está parecendo mais um cocozão”.

À tarde, durante sessão da Câmara Municipal, Paulo Silva contou o fato a um colega do Comitê de Imprensa. Foi o suficiente!

O jornalista ligou do seu celular para o deputado Jocelito Canto, dizendo: “O monumento do Péricles já tem apelido”. Relatou o que acabada de ouvir e Jocelito se encarregou de, no dia seguinte, contar a “boa nova” aos seus ouvintes, e a coisa se espalhou.

Homenagem
Mas, não foi o apelido o responsável pela “fama” do “Cocozão”. O monumento já era motivo de piadas na cidade e na região. E também já tinha recebido ouras denominações semelhantes, justamente pelo que se assemelha. Prefeitos de municípios dos Campos Gerais, da época, não sentiram que a região tenha sido devidamente homenageada com a obra do prefeito de Ponta Grossa, ressalvada a boa intenção que possa ter tido. Alguns prefeitos se esforçaram para identificar a araucária. Outros, reprovaram a idéia. Outros, ainda, apenas riram e preferiam não se manifestar. Política da boa vizinhança!

Não aquis
Já lembramos, aqui, em algumas oportunidades, que logo que foi eleito prefeito de Ponta Grossa, em outubro de 2004, Pedro Wosgrau Filho concedeu uma entrevista coletiva à Imprensa local, para falar dos seus projetos e confirmar sua disposição em cumprir com o plano de governo que havia apresentado na campanha eleitoral. E respondeu a diversas indagações dos repórteres.

Entre esses repórteres, lá estava o radialista Carlos Aberto Mayer, da Rádio Santana, que foi quem apelidou o Monumento aos Campos Gerais de “Cocozão”. E ele perguntou a Wosgrau se o prefeito eleito manteria aquela coisa em frente ao Campus da Universidade. Sempre polido, Wosgrau respondeu que se tratava de uma obra de seu antecessor, Péricles de Holleben Mello, PT, a quem havia derrotado nas urnas e que estava em final de mandato. E disse que respeitaria a obra, como, de fato, o fez. Tanto que o “Cocozão” lá permaneceu, firme e forte. Tão firme que nem se mexia, como deveria, de acordo com a idéia original.

Autor
O próprio ex-prefeito Péricles de Mello chegou a dizer seu desejo era que o Monumento aos Campos Gerais fosse retirado do local. Argumentava que “o projeto teve problemas”, defendendo que o prefeito Pedro Wosgrau Filho promovesse, reformasse, ou substituísse por outro monumento. Só não disse como ficaria a questão do dinheiro público que investiu naquela sua “obra”.

Sugestões
Algumas sugestões foram dadas, como a colocação de uma imagem de Santana, padroeira de Ponta Grossa, o símbolo da Universidade, ou que se plantasse uma araucária, que ficaria sob os cuidados da UEPG. Sugestões que ainda são válidas.


 

 

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