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 Ponta Grossa, quarta-feira 28 de julho 2010






 

 

Comissão da AL aprova projeto que exige
alerta sobre riscos do álcool na gravidez
Assessoria

Projeto de lei de autoria do deputado Plauto Miró Guimarães Filho (DEM), que exige a inclusão de alerta nos rótulos e embalagens ou em campanhas publicitárias sobre os riscos do consumo de álcool na gravidez, recebeu parecer favorável da Comissão de Saúde Pública (CSP) da Assembleia Legislativa. O parecer foi emitido no último dia 21.

Antes de ser analisado pela comissão de saúde, o projeto teve sua legalidade e sua constitucionalidade aprovadas pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e também recebeu parecer favorável da Comissão de Indústria, Comércio e Turismo (CICT).

Com isso, a proposição, que começou a tramitar na Casa no último dia 5 de abril, está apta a ser votada pelos deputados em Plenário.

Plauto Miró, líder do Democratas na Assembleia Legislativa, diz que o projeto de lei tem o objetivo de prevenir a Síndrome Alcoólica Fetal (SAF), um mal que atinge 12 mil bebês no mundo, a cada ano, segundo estimativa da Organização Mundial da Saúde.

“O consumo do álcool é prejudicial ao feto, principalmente nos três primeiros meses de vida. Sua ingestão traz conseqüências irreversíveis aos bebês, como deficiências físicas e danos cerebrais”, explica. Alguns problemas decorrentes da síndrome podem aparecer a partir dos três anos de idade, alerta do deputado. 

Em seu parecer, a Comissão de Saúde concluiu que o consumo de álcool durante a gravidez traz riscos ao feto que podem ser evitados. Para isso, é preciso que haja informação aos consumidores dos riscos que o produto pode causar, bem como o alerta de suas consequências, diz o parecer. 

Na análise do projeto, a CS alerta que ao ser ingerido, o álcool passa rapidamente para o sangue, atingindo o feto em apenas dez minutos, e que a extensão do dano causado ao feto está relacionada com a duração e a quantidade da ingestão do produto. Outro ponto destacado é que o álcool é uma substância com livre passagem para a placenta e, portanto, chega livremente ao feto, que por ter o fígado ainda em formação faz a metabolização do álcool mais lentamente.

 



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