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Pesquisadores da
Universidade Federal
do Rio de Janeiro visitam Ponta Grossa
A cidade de
Ponta Grossa, além dos seus atrativos turísticos
já conhecidos, possui um grande número de sítios
arqueológicos que atraem pesquisadores de
escolas superiores de Geografia, Geologia e
Biologia de todo o Brasil. Um dos exemplos é o
grupo de pesquisa do Departamento de Geologia e
Paleontologia do Museu Nacional, da Universidade
Federal do Rio de Janeiro.
Já há alguns
anos, sempre no mês de julho, o professor Renato
Rodriguez Cabral Ramos, vem à cidade com um
grupo de acadêmicos com a finalidade de estudar
a geologia da região. O Museu reúne os maiores
acervos científicos da América Latina, com cerca
de 20 milhões de itens das coleções científicas
conservadas e estudadas pelos Departamentos de
Antropologia, Botânica, Entomologia,
Invertebrados, Vertebrados, Geologia e
Paleontologia.
Segundo o
professor, a região do Campos Gerais é
riquíssima e o Museu possui exemplares, como
fósseis e outros, quem compõem o acervo. Ele
destaca ainda a beleza dos atrativos naturais de
Ponta Grossa. “Já conheci diversos lugares, já
estive na península da Antártica, mas considero
o Buraco do Padre um dos lugares mais lindos que
já conheci na vida”, conta.
Como
pesquisadores, estudantes e profissionais de
Geologia, acreditam na importância da
preservação destes sítios. E como exemplo do
Geoparque do Araripe, no Ceará, em Ponta Grossa
e região também poderia ser criado um geoparque,
devido ao grande número de sítios arqueológicos.
O professor comenta que os sítios presentes na
cidade, são em sua maioria em locais rochosos
(pinturas rupestres, fósseis), o que não
afetaria as áreas de plantio existentes na
região.
O que é um
geoparque?
Os Geoparques
estão centrados em três conceitos: conservação
(do patrimônio geológico), educação (em
Geociências e em temas ambientais) e
desenvolvimento regional (especialmente através
do Geoturismo). O título de Geoparque é emitido
pela UNESCO, órgão da ONU.
No Brasil, até
agora, há apenas o Geoparque do Araripe, porém
há mais três projetos em andamento: Campos
Gerais (PR), Serra da Boquena- Pantanal (MS) e
Quadrilátero Ferrífero (MG). Para isso, Ponta
Grossa deve contar com a sensibilização e apoio
da comunidade. Vale lembrar que a propriedade
que possui sítio arqueológico, só fará parte de
um Geoparque com autorização do proprietário.
Dentro deste
contexto, o Ponta Grossa Convention & Visitors
Bureau apoia o projeto e está planejando ações
para sensibilizar a comunidade, por meio de
informações. A criação do Geoparque não visa
desapropriação de terras, nem restrições à
produção agrícola. “Porém com sua criação, a
região consegue a garantia de preservação dos
sítios geológicos, além do incremento ao
desenvolvimento turístico local”, diz o
presidente do PGC&VB, Eldo Bortolini. |