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Dia destes,
estive num paraíso!!! Respirando ar puro com
cheiro de natureza! E em plena área quase
central da cidade de Ponta Grossa!
E me perguntei:
Porque não estive aqui bem antes, quando abria meu
programa Troca-troca (TVM) com mensagens, nos
jardins e praças que perduram e resistem ao
progresso e aos desrespeitos dos humanos?
Senti
saudades do Bosque, na área central de Londrina,
perto da catedral e onde minha mãe me levava passear
e comer pipoca. Hoje?... É um perigo passear por lá!
Senti saudades do Recanto dos Papagaios, antigamente
preservado. Hoje? Devastado!
Saudades do local onde passava a linha do trem perto
do antigo Hotel Casemiro. Hoje? Um local frio, sem
flores nem árvores, infestado de problemas!
Saudades do Parque Margherita Masini, que caos!
E assim caminha
minha inspiração para o Rodando pela Cidade deste
ainda começo de ano conturbado, alagado, destruído!
Onde eu estava? No
jardim da residência de uma família que respeita,
antes de tudo, a natureza e o que ela pode nos
proporcionar. Sim, porque naquele afrodisíaco lugar,
a gente encontra árvores centenárias e um pomar de
dar inveja, presente de família e amigos; como o "pé
de mixirica ou mexerica". Presente do "Patrício",
aquele que tinha uma banquinha de revistas na Praça
Marechal Floriano Peixoto, cujo apelido vem porque
ele nos recebia com o "Bom dia, patrício!"
Neste paraíso,
encontrei pé de café, de abacate, jabuticabeiras que
"dão" cinco vezes por ano! (nossa!), ipês,
coquinhos, e muito mais, uma infinidade de rasteiras
e trepadeiras! Um cheiro de mato verde! Um aroma
energizante!
Daí,
pensei num amigo, santista, que mora por aqui, no
Jardim América, e ele comentou, logo que o conheci:
“Que tal se cada um de nós resolvesse plantar uma
árvore defronte à nossa casa? Que maravilha seria?”
Isto foi há uns 4 anos! Na casa dele a árvore está
plantada! Na minha, não!
Mas, voltando ao
paraíso ecológico: estou deslumbrada, pois, nestes
tempos, é raro ver quem não coloca pedras e pedras,
para amenizar a limpeza! Eu estava naquele dia, no
jardim da gostosa residência do ex-vereador (82),
secretário de governo, chargista, intelectual,
professor, etc., etc., Roque Sponholz, que,
juntamente com sua família, mantém este santuário,
onde, com certeza, a gente escreve, conversa, pinta,
canta e vive melhor!
Qualquer dia eu
volto pra tomar um cafezinho, pitar um cigarrinho,
(ali pode!) e questionar o professor sobre o bigode
famoso, perguntando à sua esposa Marilena se “nunca
espinhou"!
Por sinal, o famoso
Roque Sponholz já leu meu livro e gostou muito. E
leu correndinho! Obrigada por este momento especial!
Até qualquer dia, se
Deus quiser!
- Cléo
Teixeira, radialista, apresentadora de Tv a
Cabo, escritora, interprete musical, ouvinte
de rádio sempre. Santista e Operariana
sempre, não só quando ganha! Incentivadora e
crente Naquele que tudo pode!
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