|
Dia
destes, entregando meu livro Historias de
Muitas Vidas às pessoas especiais e de
sensibilidade, fui parar no gabinete do
general Paul Cruz, no quartel da Praça
Marechal Floriano. Bem recebida pelos amigos
do Exército, como sempre, aliás, desde o
tempo das maravilhosas festas juninas no
batalhão em Uvaranas e andanças no "Urutu" e
"Tiroleza", estava meio ressabiada, pois
haviam me comentado que o tal comandante,
(desculpe a intimidade!), era meio seco no
tratamento.
Mentira
cabeluda! O general de Brigada, Paul Cruz, é
uma pessoa, extremamente simpática, inteligente e
sensível! Tudo que eu precisava pro dia ficar feliz!
Se cada ser depressivo encontrasse um comandante
assim, o dia estaria ganho e a "deprê" tomava Doril!
Falamos sobre tudo:
a cidade, os problemas, o relacionamento, a família,
meu trabalho, enfim, um papo muito cabeça.
Inclusive, me mostrou quando esteve no Haiti, em
Porto Príncipe, fazendo parte da comitiva brasileira
de integração e ajuda na reconstrução daquela terra,
hoje tombada e "quase" morta!
Demonstrando orgulho
por ter participado da reconstrução daquele pais com
galhardia e respeito,o general me mostrou, através
de um vídeo, o trabalho que o Exército Brasileiro
fazia naquele país, o antes, o durante e o após, os
problemas políticos, sociais, etc.
Fiquei, naquele dia,
maravilhada com a dissertação emotiva de Paul Cruz e
as imagens de um país que já havia passado por
muitos problemas e tentava, de todas as formas,
vencer a miséria tão contínua e latente: a falta de
emprego, de condições humanas mínimas pra se viver,
como saneamento básico, educação e saúde, ( no Haiti
a taxa de aidéticos cresce vertiginosamente e se
alastra mundo afora, pra quem não sabe).
Senti mais respeito,
ainda, pelos nossos guerreiros do Exército
Brasileiro, de todas as partes do país, inclusive da
nossa região, pelo trabalho desenvolvido naquela
região do Caribe, com um mar maravilhoso, de um
indescritível azul celeste e com um por do sol dos
mais lindos deste planeta, hoje manchado com sangue
mundial devido a um terremoto não imaginável pela
mente humana e com proporções tão grandes que até a
esperança do forte haitiano se estaca no chão!
Vi imagens de
residências com jardins, o Palácio do Governo e sua
altivez, vielas e ruas com gente cantando e
sorrindo, mesmo com a maior taxa de desemprego,
dançando ao som de música caribenha e vendendo água
de coco e comidas picantes. Vi o Exercito Brasileiro
andando e conversando com o povo de Porto Príncipe.
Calmaria em cima de uma casta e frágil camada de
tranquilidade!
Me encantei! E
solicitei informações sobre a próxima ida dos homens
de verde para aquele país.
- Quando embarcam, general?
- No meio do ano, Cléo (no caso em 2010)! Quer ir
como repórter, jornalista, escritora?
- E eu aceitei o convite e me prontifiquei a mexer
com os papéis e embarcar, se obtivesse autorização,
para o Haiti, o pais da reconstrução!

Que pena que não deu
tempo de conhecer o país tão bonito mostrado pelas
imagens do vídeo do comandante general Paul Cruz.
Tenho
certeza, que ele, como muitos brasileiros que
passaram por lá, estão decepcionados com o que a
Natureza pode ocasionar, levando milhões de pessoas
ao flagelo com consequências sérias e decepções
traumáticas incríveis.
Parabéns aos
valentes e nobres brasileiros que tentaram ajudar o
país mais pobre do Universo e que, agora, com esta
calamitosa situação, tentam retirar o povo sofrido
do Haiti de debaixo dos escombros do terremoto da
madrugada de um janeiro de 2.010.
Mais uma vez, um
recado da Natureza, remexida, rebuscada, sofrida,
atingida pelas mãos do homem em suas insanidades
avassaladoras: “Não me castiguem, só me respeitem!”.
Até qualquer dia, se
Deus quiser e a Natureza permitir!
-Cléo
Teixeira, radialista, apresentadora de Tv a
cabo, escritora, santista e operariana,
amante das coisas boas e das boas pessoas.
|