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Dia
destes, resolvi fazer um passeio pelos
prefixos radiofônicos AM e FM de nossa
cidade. Que saudades do meu tempo de rádio,
na Difusora, depois na Santana, passando
pela Clube, pela Central e pela Lagoa
Dourada. E fiz jornalismo na Mundi FM com os
então meninos Sandro e Marcelo.
- Ah! Agora vai
chorar? - diz meu editor chefe, Castilho.
Que tempo bom! Como
contei em meu livro: "era de ouro, de valorização,
de contato direto com o ouvinte: éramos amigos
inseparáveis!" Tempo que a gente raramente ouve por
aí.
Mas, existem
programas de AM que nos fazem ter boas lembranças, e
são estes que quero destacar nestas minhas
"reminiscências radiofônicas".
- Nossa! Você tomou
sopa de letrinhas hoje -, comenta, novamente, o
editor chefe.
Na
minha busca dentro do dial, ouvi Solange Rocha, nas
manhãs de sábado (Santana): Que delícia! Indicação:
8. Vale à pena ouvir! Nesta linha tem, diariamente,
Alci Ayres, no mesmo prefixo da “Rádio que caiu do
Céu: musica, informação, fofocas boas, voz de
veludo.
Escuto os
noticiários do Nilson de Oliveira (Central) e
Rogério Serman (Clube), onde me informo e me deleito
com os comentários inteligentes e com suas
respectivas equipes de confiabilidade. Quero saber
da cidade? Ouço estas duas feras do rádio AM e que
têm um público fiel há muito tempo. Indicação: 9.
E daí, paro pra
pensar, sonhar e cantar. E fico na Clube, nas tardes
encantadoras do grande Ney Costa e, depois, o Nelson
Ribeiro "Chocolate". E como eu, milhares de ouvintes
que preferem a boa música mesclada com boa
informação: É o que há de bom! O rádio deveria ser
assim, sempre, 24 horas. Indicação: 10.
Vez por outra, dou
uma passadinha na CBN, a “rádio que toca a notícia”.
Foi minha especialização em jornalismo, em Londrina,
com editores, pauteiros, mix e muita liberdade,
desde que a notícia fosse de interesse público. Para
quem gosta de "ler", é uma rádio que todas as
pessoas deveriam ouvir em seus carros, em
escritórios, em casa, pois é informação quente,
diária, inteligente.
Gosto dos programas
do Jauri Gomes, aos domingos. (Agora, esse vivente
está chegando à Rádio Antena Sul).
Curto o programa do
Marcílio Dias, na Tropical FM, agora Rádio T, ao
meio dia, uma mescla de informação e comicidade com
a participação do "Coronel Juvêncio" e "Dona
Quitéria": um teatro dentro do rádio informativo e
jornalístico.
Se
tivesse mais produção, com certeza seria líder em
audiência. Mas, pra mim, neste horário, é o rádio
que gosto de ouvir.
E o Padrão de
Qualidade, da Mundi FM? Dispenso comentários. Sou fã
de carteirinha dessa equipe de anos: magnetismo,
pitadas de irreverência e inteligência. É uma festa;
FM, com jeito de AM, mas estéreo.
De resto?...
Saudades de programações como "As mais mais da
Difusora" (Airton Santos, produção de Cléo
Teixeira). "Bom dia, Cidade, mas Bom dia mesmo"
(Osni Gomes e Cléo).
Comadre Maria e sua alegria. As tardes alegres com
Pedro Adalberto e, depois, Fernando Ribeiro, vozes
fortes do nosso rádio.
Saudades
do chavão "Pensaram que eu não vinha?", do Abib
Filho. Dos domingos de brasilidade do Milton Xavier
“O” de Araujo. Que tristeza, perdemos o Miltinho
Xavier!
Saudades até da
simplicidade dos que comandaram por muitos anos, com
poucos pontos no IBOPE, mas importantes para o seu
público: Orlindo Lindo, Nho Jeca, Lourival Graxaim
etc.
Nota dez para o
rádio de sempre e para aqueles que continuam na
militância, com coragem e respeito ao seu público.
E até outro dia, se
Deus quiser!
- Cléo
Teixeira, radialista, apresentadora de Tv a
Cabo, escritora, interprete musical, ouvinte
de rádio sempre. Santista e Operariana
sempre, não só quando ganha! Incentivadora e
crente Naquele que tudo pode!
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