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Dia destes,
escutei uma música (escuto sempre e muitas),
mas esta foi especial na minha vida, (Tanto
Cara-Guido Renzi), e quando a cantava, minha
alma brilhava, meus olhos "diziam" e meu
coração explodia no peito! - Nossa, quanto
romantismo! - falou meu editor-chefe,
Castilho.
Daí, lembrei dos
bons artistas, cantores, compositores e intérpretes
da nossa cidade, tão poucos valorizados, muitas
vezes, esquecidos e que, se tivessem trilhado outros
caminhos, ido para os centros maiores, seriam
verdadeiros astros dentro da música.
Verdadeiros valores
que, se não fossem algumas casas noturnas, morreriam
no esquecimento e sem alicerce para a sobrevivência.
"Santo de casa não
faz milagre!" É uma pena que aqui este chavão é uma
verdade! Quantos shows acontecem e o nosso artista
não é lembrado nem prá abrir a noite. Os cachês
oferecidos, quando são citados, é uma vergonha! Os
contratantes usam da seguinte desculpa: - Nossa
prata da casa, não se prepara, não tem presença de
palco, não tem luzes e ação! Ofereçam estrutura e
remuneração justa, não migalhas, pra ver se a coisa
não melhora.
Vejam
o caso do cantor Luan Santana: É um fenômeno
nacional! Por quê? Porque um empresário, de nome
Iran Taques, acreditou no trabalho do moço e, hoje,
o cantor está vendendo mais do que Fernando e
Sorocaba. Tem 317 shows agendados para este ano. Até
na poderosa Rede Globo já apareceu. Recentemente,
esteve no Centro de Eventos e levou mais de 12 mil
pessoas até lá. Quanto custa cada show do mocinho?
De 80 mil pra mais.
É o
caso da Banda de Shows New York, comandada e
empresariada pelo Adilson Simões: É um
verdadeiro show pelo Brasil afora. Por aqui, toca
muito pouco e se pedir o que vale, não toca!
Lembro do show-man e
cantor Jorge Ângelo: Fazia 20 shows mensais com sua
banda, mas fora de Ponta Grossa. Por quê? Ah! Ele
participava de shows e comícios, não podia estar nos
outros palcos que não fosse daquele ou outro
candidato.
As duplas
Chitaozinho e Xororó, Zezé di Camargo e Luciano,
etc., eram campeãs nos referidos comícios. Nem por
isso deixaram de ser contratadas para outros
eventos, principalmente na nossa região.
Lembro da
participação de um músico, intérprete e compositor
ponta-grossense, quando foi chamado pelo Reginaldo
Rossi, astro de uma noite no palco maior da Manchem
Fest:, o próprio Reginaldo pediu para o nosso
cantor, prata da casa, parasse, senão o show seria
ele, José Salomão.
Alguns invejosos
disseram na época, "É piada!" Não! Era
reconhecimento por parte de um cantor de sucesso
pela América Latina: "Mon Amour Meu Bem Ma Femme,
Garçon, etc", venderam milhares de cópias.
Nossas pratas da
casa, nossos artistas, quando muito são chamados
para se apresentar em palcos menores e com cachês
vergonhosos. E não é só culpa dos nossos
contratantes, não! Culpa dos nossos artistas,
também, que não se valorizam, não se preparam,
muitas vezes. Parece que a profissão de "artista" é
um desatino!
Está na hora disso
acabar, virar o disco! Agora, virar o CD!
Tem-se que ter
orgulho de saber agradar o público, de ter voz, de
ter interpretação, de saber tocar, de fazer rir e
emocionar. Poucos, no mundo, sabem fazer isso, a não
ser os "criados por uma mídia forte e que fazem
sucesso no ano".
Temos
verdadeiros artistas como, Paulinho e sua guitarra,
Boró, Daia, Lucilia, as turmas de pagode e chorinho,
Poty e seus boleros e musicas internacionais, (você
já o ouviu cantar My Way ou Abrazame a si?) , e
tantos outros novos valores que pouco se fala ou
ouve.
Veja o caso do jovem Silvio Prandel, cantor e
compositor: Fez apresentações na Rede Globo, no SBT,
na Record, mostra seu trabalho no Brasil e fora do
país. Tem talento, já o vi em diversos palcos! Você
já saiu de casa para comprar um CD do nosso artista?
Já assistiu a um show do rapaz?
Poucas pessoas! É complicado ser artista em Ponta
Grossa! Por isso, valorizo o trabalho de quem luta
por aí afora, pelos palcos da vida, buscando
reconhecimento, antes de tudo.
Um dia, quero produzir um show com esta turma toda,
com muita luz, com produção, com apoio dos meus
queridos amigos e profissionais Adilson Simões e
Iran Taques, com a Banda New York, com a Secretaria
de Cultura, com o incentivo de patrocínio das Lojas
MM e, daí... Cobrar o ingresso no valor de vinte
reais! Daí, que eu quero ver!
Até outro dia, se
Deus quiser e, Ele quer, com certeza!
-Cléo Teixeira,
radialista, apresentadora de Tv a cabo, escritora,
santista e operariana, cantora nas horas vagas,
amiga dos amigos e artista pelos bares da vida.
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