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Dia destes,
no Café com Prosa, da Rua XV, freqüentado
pelo jovem Fernando Karpstein, o
Joãozinho Vargas, o Dr. Cleofas e
muita gente de sensibilidade e que adora
esta terra, e onde você se delicia com o
pãozinho de queijo mais “mineiro” de Ponta
Grossa, folhei a Revista Veja. E li o texto
“Paz para todas “, que destacava a
“situaçãozinha sem graça dos vestidos iguais
numa festa, no caso, o encontro de duas
atrizes, Flávia Alessandra e Barbara Paz”.
Tudo foi resolvido
com muitos sorrisos e simpáticos comentários: “Como
seu vestido está lindo! E como lhe caiu bem!”. Não
poderia ser diferente, os modelitos eram idênticos!
Daí, lembrei-me de
uma festa de 15 anos, na sociedade paulista de
Ourinhos, onde as moçoilas década de 60 queriam
aparecer mais bem vestidas e na moda, afim de serem
comentadas nas colunas sociais.
Minha mãe, excelente
modista, confeccionou um belo vestido preto e
branco, tipo tubinho, enviesado, tecido francês, top
de linha, chamativo, mas elegante. A contragosto,
fui à festa. A aniversariante não me gostava, mas eu
era socialyte, na época. E lá fui eu, elegantérrima,
acompanhada pelo Moacir, um lindo gay, mas diferente
de alguns: sóbrio e comedido em algumas situações.
Ao adentrar na
festa, fui recebida pelos pais da moça e notei um
certo mal-estar na recepção e por alguns presentes:
Meu vestido chamou muita a atenção e só fui saber
porquê quando abracei a aniversariante, dona da
festa. Estávamos com vestidos iguais, mesma cor,
mesmo tubinho, mesmo sapato, tudo igualzinho!
Ficamos ruborizadas e de sorriso sem graça, carinhas
de “ué!”.
Os olhos dela
encheram-se de lágrimas, afinal ela, naquela noite
pelo menos, queria ser a atenção da festa. Foi um
mal estar geral! E não soubemos como enfrentar isto.
A moça foi até seu quarto trocar de vestimenta. E eu
me enfiei dentro do banheiro social só saindo de lá
quando meu amigo me levou embora da festa. Não sem
antes ter tomado duas “cuba libre” e deitado dentro
da banheira.
Naquela noite, me
senti uma zebra mal-acabada! Com certeza, não
ficamos em paz naquela noite, e, por maldade,
ninguém nos ajudou a quebrar aquele gelo!
Talvez, teríamos até
refeito nossa amizade se tivéssemos enfrentado a
situação com alegria e irreverência.
Você já passou por
uma situação idêntica? Acredito que sim!
E quando souber de
situações cômicas ou interessantes, entre em contato
com este site e esta coluna que contaremos, do nosso
jeito, com certeza.
Até qualquer dia, se
Deus quiser!
(Nota: As fotos de Cleofas Viana de Moraes e
João Vargas de Oliveira Júnior são do tempo em que
eram vereadores em Ponta Grossa, na década de 70))
Cléo Teixeira,
radialista, apresentadora de Tv a cabo, escritora,
santista e operariana, socialyte nas décadas de 60 e
70, fã de Elis Regina e Elvis Presley.
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