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Dia destes,
torcendo solitariamente pela nossa Seleção
Brasileira nesta Copa do Mundo na África do
Sul, senti uma saudade dolorida, daquelas
que machucam demais, e todo bom brasileiro
canarinho sente-se assim. Lembrei-me da Copa
de 70, no México, mesmo país cuja equipe já
arrumou as malas e retornou para receber o
abraço dos "hermanos" e beber muita tequila,
(e na bagagem os 3 (2) a 1 que os argentinos
balançaram!).
Lembrei-me
de Pelé, Jairzinho, Rivelino, Carlos Alberto,
Tostão, etc., das jogadas fantásticas e dos dribles
e gingas dos nossos campeões, que encantavam milhões
e milhões pelo mundo afora.
E os "olés"? E a
alegria estampada sem "vuvuzelas" estridentes? Sem
bolas problemáticas como a "jabulani"? (Testada sem
responsabilidade alguma, dias antes do maior
campeonato futebolístico do mundo, onde a bola é uma
das peças mais importantes do dito esporte.)
Recordei quando
entramos, de joelhos, na Igreja Matriz da cidade de
Castro (PR), a fim de agradecer pelo Brasil ter
levantado a Taça de tri-campeão. A turma toda
raspando os joelhos no piso da recém reforma.
Como
era bom ver o Brasil jogar com garra, com
conhecimento! A gente esquecia até do técnico: Nós,
brasileiros, é quem comandávamos nossos
representantes, e com o coração, com a força do
nosso pensamento. E Deus, nosso jogador, com a
camisa número UM, dirigia nossos instintos!
A gente entrava
junto no campo, "brigando", defendendo com
discernimento e vontade!
O Brasil cresceu!
Nosso futebol, também! A torcida aumentou!
Mas, onde estão
nossos jogadores campeões? E aquela garra, onde foi
parar? E as nossas escolas para jogadores, futuros
campeões? E os ensinamentos dos velhos mestres que
se desinteressaram do futebol arte?
O que
restaram? Cachês milionários... Jogadores exportados
e que retornam desgastados... Falta de amor à camisa
da Seleção Brasileira...
E nós, torcedores,
continuamos na luta! Choramos quando o Brasil perde
ou não joga aquilo que se precisa. E ficamos com
inveja quando vemos lágrimas sinceras nos olhos de
um japonês naturalizado coreano, ao cantar seu hino.
E fico triste quando entro na casa de uma família
brasileira e vejo estampada na parede a bandeira do
time argentino! Mas, passo a compreender que, embora
com vitórias, nossa Seleção está desacreditada!
Enquanto escrevo,
ainda não começou o jogo de hoje, 29 de junho,
quando o Brasil enfrenta o Chile, em campo africano.
Espero, de coração, que não tenhamos que ajudar a
arrumar a grande bagagem do time brasileiro.
(- Sem pessimismo, Cléo! - disse meu amigo santista
José Salomão).
A Copa do Mundo vai
continuar, com certeza, e eu não vou tirar a
Bandeira do Brasil da minha janela: se tornou
símbolo da minha luta diária para continuar
acreditando nos homens com a mesma fé que Deus me
ensinou!
Volto, se Deus
quiser!
Aliás,
já estou voltando, agora que o jogo acabou e a nossa
Seleção venceu o Chile por 3 X 0, garantindo
presença na quartas de final da Copa. Garantindo,
também, que outra bandeiras continuarão, como a
minha, nos carros, nas casas, nos edifícios, pelo
menos por mais alguns dias. Que a minha bandeira não
estará tremulando solitária, ou quase. Minha cidade
e o meu País continuam coloridos de verde e amarelo.
E volto feliz, pois
a Seleção Brasileira, nesta segunda-feira, matou um
pouquinho da saudade que sinto da “Canarinho” de 70.
Sexta-feira tem
mais, agora contra a Holanda. Que aquela saudade
morra mais um bocadinho!
Cléo Teixeira,
radialista, apresentadora de TV a Cabo, escritora,
torcedora do Santos FC e do Operário. Sonhadora,
sempre!
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Datas comemorativas
( de 01 a 7 de Julho)
Dia
do Bombeiro Brasileiro e do Hospital (2),
Dia Internacional do Cooperativismo, do Operador de
Telemarketing e
*Dia da Independência dos EUA (4), Dia da criação do IBGE (6).
*A Guerra da Independência dos Estados Unidos da América
(1775-1783), também conhecida como "Guerra Revolucionária
Americana", começou após a assinatura do Tratado de Paris que,
em 1763, pôs fim à Guerra dos Sete Anos. Movimento de ampla
base popular, teve como principal motor, a burguesia colonial
e levou à independência das Treze Colônias. O EUA foi o
primeiro país a dotar-se de uma constituição política escrita.
Pensamento da Semana:
"Não devemos cantar
a vitória antes de entendermos quão dura é a luta para
consegui-la!"
(C. Teixeira)
Frases e Frases:
"De todas as
sementes confiadas à terra, o sangue dos mártires é o que dá
colheita mais rápida."
(Honoré de Balzac (1759-1850) - escritor francês)
Dicas Literárias:
"Cartas Entre
Amigos" - Fábio de Mello e Gabriel Chalita - um dos mais
vendidos entre os livros de auto-ajuda neste primeiro semestre
de 2010. E acesse o site www.livrarialetras.com.br ou ligue
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9911-6654. Apoio FM MUNDI e João Almeida Designer (anexo à Bio
Ativa).
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