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Dia destes,
estive conversando com meu amigo Claudio
Rugillo, da Sorveteria Polar e, pra voce ter
uma idéia, pelo menos uma vez por semana
faço isso, há muito tempo. Primeiro, porque
gosto de visitar os "amigos verdadeiros"
quando estou bem comigo mesma e, também,
quando estou de mal com o mundo.
Quando estou mal,
com aquele sorriso de "chega prá lá" estampado na
face, é muito bom conversar com o Claudio, porque
ele nos anima. Mesmo passando por alguns
probleminhas de saúde, ele nos incentiva a enfrentar
os temporais e desafetos, com uma força que a gente
se pergunta, se questiona: Onde ele arruma este
magnetismo, esta dose de otimismo diária?
E mesmo de
mau-humor, afinal, vida de empresário e patrão não é
fácil. Ele nos incentiva sempre a buscar novos
caminhos e a não perder a fé em momento algum!
Outro dia, cheguei e
me esparramei naquela cadeira que nos abraça, e quem
frequenta sua sala sabe disso. Cheguei nervosa,
esbaforida, com o coração incompleto, inativo, bolso
vazio, brigando com minha sombra e de cabeça quente!
E ele, com uma calma "desarrumada", me disse:
“Calma, minha amiga! Deus nos escuta sempre, a gente
que não sabe conversar com Ele! Já passei por
momentos de extrema insegurança e quase pronto pra
subir no elevador, longo elevador, que me levaria
para o próximo andar. No entanto, minha fé e
confiança me tiraram do desespero e me confortam
todos os dias. Veja só, ontem, fui ajudar a velar um
amigo, o professor Sérgio, um grande amigo, e sabe o
que pedi, na hora de me despedir: “Prepare meu
caminho, amigo, mas vá bem devagar, leve bastante
tempo, pois não quero te encontrar logo! E assim é a
vida, cara Cléo: mesmo com muitos percalços, quero
viver o bastante para conviver com meus netos, minha
família e meus amigos. Não me entrego!”
E quando chego bem,
com aquele sorriso de "quero mais" , relembramos
bons momentos, quando eu descia a ladeira da Santos
Dumont, logo quando cheguei nesta cidade, para
"chupar" um dos sorvetes mais gostosos do Paraná, na
lojinha que o "seu" Rugillo, pai do Cláudio, tomava
conta, isto pelos idos de 79, 80.
Quando meu amigo
Claudio ia "comer" o X-Salada que eu preparava no
Bar Velha Adega e onde uma loira estonteante, de
olhos verdes, atendia a todos com simpatia e
carinho, isto em 84/85.
Mais,
na sala, falamos de política, da sociedade, do que
vai pelo mundo e do que fica em nossos corações.
Quase sempre me delicio com a comidinha brasileira
que a Polar oferece e, depois, ah, depois, aquele
sorvete de passas ao rum ou flocos!
Não posso esquecer
de falar dos meus papos com Dona Ana, a inspiradora
de eu ter ido procurar o Pastor João Montes, (outra
história, pra outro dia). Então, é assim! No dia a
dia das minhas caminhadas, das minhas reflexões e
buscas, encontro pessoas que me mostram,
independente das "guerras" diárias, que vale a pena
continuar a labuta. Que vale a pena, mesmo de
joelhos, continuar a luta pela vida! E que sempre,
em cada cantinho, existe um amigo para nos
incentivar, nos alertar, nos abraçar. E quem faz
isso? Quem ajuda, realmente, a nos mostrar o
caminho? Ele! Só pode ser Ele!
Até qualquer dia, se
Ele quiser!
Cléo Teixeira,
radialista, apresentadora de TV a cabo, escritora,
santista e operariana.
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